Os jovens, ao retornarem da sua viagem duradoura, resolveram usar seus conhecimentos e abriram uma empresa na área de TI. Não vou falar de todos os jovens, mas queria ater as nossas atenções para dois amigos: Lucio e Sandro.
Todos achavam que o Lúcio dava para um excelente administrador. Ele ainda ficou um tempo na administração da empresa. Dizia sempre:
- Galera, temos que zelar pelo profissionalismo da gente. Vamos produzir software com qualidade. Vamos fazer o melhor para sermos reconhecidos como uma grande empresa de Desenvolvimento de Sistemas.
Já o Sandro era um excelente técnico. Aprendia rápido as coisas. E produzia muito também.
Mas, Lucio cansou da administração. Ele via seus amigos aprendendo novas coisas e queria estar alí com eles. Mas o que mais o desmotivava-o em relação a administração é que ele sempre falava as coisas, dava palpites, e ninguém o ouvia. O sonho que ele tinha de tornar a empresa dele em um marco para empresas de TI estava desmoronando. Os demais sócios não pensavam o mesmo que ele, e começaram a voltar o seu foco para projetos sociais.
Lucio não era contra projetos sociais. Ele era contra ser dependentes de esmolas. Ele pensava:
- Não quero ser reconhecido com uma ONG, quero ser reconhecido com uma empresa de TI.
Ele ainda conversou com alguns sócios, mas todos achavam que tava tudo bem, pois afinal, o Mago nao falava nada contra isso. Pra ser sincera com você leitor, foi o Mago quem teve essa idéia.
- Lucio, você está contra a palavra do Grande Mago?
- Não, só tô dizendo que primeiro a gente tem que ter dinheiro para pagar as contas, funcionários e os demais sócios. O social é consequência, pois se temos funcionários e sócios satisfeitos, teremos condições melhores para fazer o social, você não acha?
- É, mas esse é o sonho do Grande Mago!
- Eu entendo, mas infelizmente não é o meu.
Ele resolveu sair da administração e passou a ser técnico.

Devido a sua personalidade e caracter, resolveram coloca-lo como diretor do setor de software. Ele aceitou: “Essa é a minha vez de fazer isso valer a pena!”.